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CUB 2026 por Estado: Tabela Atualizada para Todos os Estados

Tabela do CUB 2026 por estado atualizada: SP, RJ, MG, RS, PR, SC, BA, GO, DF e mais. Entenda como usar o CUB para calcular orçamentos de obras com precisão.

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Korvi
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O CUB — Custo Unitário Básico — é a referência mais utilizada no Brasil para orçamento de obras residenciais e comerciais. Publicado mensalmente pelos SINDUSCONs estaduais, ele é o ponto de partida para qualquer estimativa confiável de custo de construção.

Neste guia você vai entender o que é o CUB, como ele é calculado, quais são os valores de referência por estado em 2026 e, principalmente, como usá-lo corretamente para gerar orçamentos precisos.

O que é o CUB e quem o calcula

O CUB foi criado pela Lei 4.591/64 e é calculado e publicado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) de cada estado. Ele representa o custo por metro quadrado de área construída para projetos-padrão definidos pela ABNT NBR 12.721.

O CUB é calculado com base em:

  • Materiais de construção com pesos regionais (cada estado tem sua lista de insumos)
  • Mão de obra com base na convenção coletiva regional
  • Despesas administrativas da construtora (AC — administração central)

É importante entender que o CUB não inclui:

  • Custo do terreno
  • Fundações especiais (só as convencionais estão na base)
  • Projetos e licenças
  • BDI (benefícios e despesas indiretas)
  • Equipamentos de canteiro
  • Infraestrutura de esgoto, água e energia externa

O CUB é um índice de custo técnico de execução — para transformá-lo em preço de venda ou proposta, é preciso adicionar o BDI.

Tipologias do CUB: quais são e quando usar cada uma

A ABNT NBR 12.721 define os projetos-padrão para cálculo do CUB. Cada tipologia tem uma sigla:

Residencial

SiglaDescriçãoQuando usar
R1-BResidencial unifamiliar, padrão baixo, 1 pavimentoCasas simples, populares
R1-NResidencial unifamiliar, padrão normal, 1 pavimentoCasas padrão médio
R1-AResidencial unifamiliar, padrão alto, 1 pavimentoCasas de alto padrão
PP4-BPrédio popular, 4 pavimentos, padrão baixoHIS, habitação popular
PP4-NPrédio popular, 4 pavimentos, padrão normalPequenos edifícios econômicos
R8-NResidencial 8 pavimentos, padrão normalEdifícios residenciais médios
R8-AResidencial 8 pavimentos, padrão altoEdifícios residenciais alto padrão
R16-NResidencial 16 pavimentos, padrão normalEdifícios residenciais altos

Comercial

SiglaDescriçãoQuando usar
CSL-8Comercial de salas e lojas, 8 pavimentosEdifícios comerciais médios
CSL-16Comercial de salas e lojas, 16 pavimentosTorres comerciais
CAL-8Comercial andar livre, 8 pavimentosCorporativo, lajes livres

Galpão

SiglaDescrição
GIGalpão industrial

Na prática: para orçamento residencial o mais usado é o R1 (unifamiliar) com o padrão correspondente à obra — baixo, normal ou alto.

Tabela CUB por Estado — Referência 2026

Os valores abaixo são referências de mercado para o CUB R1-N (residencial unifamiliar padrão normal) — a tipologia mais utilizada para casas e sobrados. Para o CUB exato e atualizado do seu estado, consulte sempre o SINDUSCON local.

EstadoCUB R1-N (ref. mai/2026)SINDUSCON
São Paulo (SP)R$ 2.680/m²SINDUSCON-SP
Rio de Janeiro (RJ)R$ 2.530/m²SINDUSCON-RJ
Minas Gerais (MG)R$ 2.390/m²SINDUSCON-MG
Rio Grande do Sul (RS)R$ 2.420/m²SINDUSCON-RS
Paraná (PR)R$ 2.340/m²SINDUSCON-PR
Santa Catarina (SC)R$ 2.390/m²SINDUSCON-SC
Bahia (BA)R$ 2.200/m²SINDUSCON-BA
Goiás (GO)R$ 2.160/m²SINDUSCON-GO
Distrito Federal (DF)R$ 2.630/m²SINDUSCON-DF
Pernambuco (PE)R$ 2.150/m²SINDUSCON-PE
Ceará (CE)R$ 2.130/m²SINDUSCON-CE
Espírito Santo (ES)R$ 2.310/m²SINDUSCON-ES
Mato Grosso (MT)R$ 2.280/m²SINDUSCON-MT
Pará (PA)R$ 2.090/m²SINDUSCON-PA
Amazonas (AM)R$ 2.180/m²SINDUSCON-AM

Atenção: os valores acima são de referência. O CUB oficial é publicado mensalmente pelo SINDUSCON de cada estado. Consulte sempre a publicação mais recente antes de fechar um orçamento.

Diferença entre CUB dos estados: por que variam?

A variação do CUB entre estados reflete diretamente o custo regional de:

1. Mão de obra: estados com convenções coletivas mais valorizadas (SP, DF, RJ) têm CUB mais alto. A mão de obra representa entre 40% e 55% do CUB.

2. Materiais: o custo de transporte e a logística de insumos impacta estados mais distantes dos polos industriais. Um saco de cimento em Manaus custa significativamente mais do que em SP.

3. Encargos regionais: INSS, FGTS e encargos trabalhistas são iguais em todo Brasil, mas acordos coletivos regionais afetam o custo efetivo da mão de obra.

4. ICMS: a alíquota estadual de ICMS sobre materiais de construção varia entre estados e impacta o custo dos insumos.

Como usar o CUB para calcular o custo de uma obra

O CUB por si só não é o orçamento — ele é a base de custo técnico sobre a qual você constrói o orçamento.

Passo 1: Escolha a tipologia correta

Para uma casa de 200m², padrão médio, no estado de SP: use o CUB R1-N de SP (R$ 2.680/m² de referência).

Passo 2: Aplique o coeficiente de padrão construtivo

O CUB R1-N é calculado para um projeto-padrão específico (área de 106m², 2 dormitórios, 1 banheiro, sala, cozinha, área de serviço). Sua obra pode ser diferente. Por isso, aplicam-se coeficientes:

PadrãoCoeficienteDescrição
Baixo/Popular0,80 – 0,95Acabamento simples, materiais básicos
Normal/Médio1,00 – 1,20Acabamento padrão, materiais de qualidade média
Alto padrão1,30 – 1,60Revestimentos nobres, automação, acabamento diferenciado
Luxo1,70 – 2,20Materiais importados, automação completa, espaços amplos

Passo 3: Calcule o custo técnico

Fórmula:

Custo técnico = CUB × coeficiente de padrão × área construída

Exemplo: Casa 200m², padrão médio-alto (coef. 1,30), SP:

Custo técnico = R$ 2.680 × 1,30 × 200m² = R$ 697.600

Passo 4: Adicione o BDI

O BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) cobre administração, seguros, impostos e lucro da construtora. Para obras residenciais privadas, o BDI típico fica entre 20% e 28%.

Preço de venda = Custo técnico × (1 + BDI)
Exemplo: R$ 697.600 × 1,25 = R$ 872.000

Passo 5: Some os itens não cobertos pelo CUB

Lembre-se de adicionar separadamente:

  • Projeto e licenças: 2% a 5% do custo técnico
  • Fundações especiais (se necessário): orçar separadamente
  • Terreno (se incluído na proposta)
  • Ligações de água, esgoto e energia

CUB vs. orçamento detalhado: qual usar?

O CUB é excelente para estimativas preliminares e triagem de viabilidade. Mas ele tem limitações:

Use CUB quando:

  • Precisa de uma estimativa rápida para o cliente
  • Está avaliando a viabilidade de um projeto
  • Precisa de um número de referência para negociação inicial
  • A obra tem características próximas ao projeto-padrão

Use orçamento analítico (SINAPI) quando:

  • A obra tem características atípicas (subsolo, fachada especial, automação)
  • Vai formalizar um contrato com preços por etapa
  • Precisa de composições detalhadas por serviço
  • A obra é de médio ou grande porte

A boa prática é usar o CUB na fase de viabilidade e migrar para orçamento analítico na fase de proposta formal.

Atualização mensal: como acompanhar o CUB do seu estado

O CUB é publicado mensalmente entre os dias 5 e 15 de cada mês. Para acompanhar:

  • SINDUSCON-SP: sindusconsp.com.br → área de indicadores
  • SINDUSCON-MG: sinduscon-mg.com.br → publicações
  • SINDUSCON-RS: sinduscon-rs.com.br → índices
  • Outros estados: busque pelo SINDUSCON do seu estado + “CUB mensal”

Alternativamente, a Korvi mantém a base CUB de todos os 27 estados atualizada automaticamente. Ao gerar um orçamento na plataforma, o CUB do estado selecionado já está incorporado — sem necessidade de consulta manual.

A ABNT NBR 12.721 (Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento e de programação de empreendimentos e atividades de construção para incorporação de imóveis) define:

  • Os projetos-padrão para cálculo do CUB
  • A metodologia de cálculo dos coeficientes
  • Como usar o CUB para avaliação de incorporações imobiliárias
  • As regras para reajuste de contratos vinculados ao CUB

O CUB também é utilizado como índice de reajuste contratual. Contratos de construção civil frequentemente têm cláusula de reajuste pelo CUB, o que torna seu acompanhamento mensal essencial para construtoras.

Erros mais comuns ao usar o CUB

1. Não ajustar o coeficiente de padrão Usar o CUB puro sem coeficiente para uma obra de alto padrão pode subestimar o custo em 30% a 60%. Sempre aplique o coeficiente adequado.

2. Esquecer o BDI O CUB é custo técnico — não é preço. Sem o BDI você não cobre administração, impostos e margem.

3. Usar CUB de estado errado Uma obra em Florianópolis (SC) com CUB de SP vai gerar um orçamento incorreto. Use sempre o CUB do estado onde a obra será executada.

4. Não atualizar o CUB Usar um CUB de 6 meses atrás pode gerar diferença de 3% a 5% no custo — em uma obra de R$500k, isso é R$15k a R$25k de erro.

5. Incluir no CUB itens que não fazem parte do projeto-padrão Piscina, painel solar, paisagismo e automação não estão no projeto-padrão. Devem ser orçados separadamente.

Automatizando o CUB no orçamento de obras

Consultar o CUB mensalmente, aplicar coeficientes e calcular o BDI manualmente é trabalhoso — e sujeito a erro. Ferramentas de gestão de obras modernas automatizam esse processo.

Na Korvi, ao criar um orçamento você:

  1. Seleciona o estado
  2. Define área e padrão construtivo
  3. A plataforma aplica automaticamente o CUB atualizado + coeficiente de padrão + BDI configurado
  4. O orçamento por etapas é gerado em minutos

O resultado é um orçamento técnico rastreável, com o CUB da data de geração registrado — importante para contratos com cláusula de reajuste.


Quer gerar orçamentos com CUB atualizado automaticamente? Solicite acesso à Korvi — a plataforma com a base CUB de todos os 27 estados integrada.

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